sábado, 24 de julho de 2010

HISTÓRICO DE MATO GROSSO DO SUL

Criado em 1977, Mato Grosso do Sul tem hoje
dois milhões habitantes distribuídos em 77
municípios. Em pleno desenvolvimento, na última
década, o Estado apresentou taxa média de
crescimento econômico de 4,5%, enquanto nas
demais áreas do país o índice ficou em torno de
2,6% ao ano.
Com posição geográfica privilegiada, no meio da
região Centro-Oeste, o Estado está perto dos grandes centros consumidores
do país e ainda dispõe de 25% de sua área ocupada por um santuário
ecológico: o Pantanal Sul-Matogrossense.
A maior área alagada do mundo abriga mais de 260 espécies de peixe, 95 de
mamíferos, 167 de répteis e 35 espécies de anfíbios. Aves são mais de 650 já
catalogadas.
O Estado recebe anualmente a visita de quase um milhão de turistas, sendo
200 mil vindos de outros países que seguem, principalmente, para as regiões
do Planalto da Bodoquena, Pantanal Sul e Campo Grande.
Como Unidade da Federação, Mato Grosso do Sul tem uma história rica, porém
recente, sua criação data de 1977, quando o Presidente Ernesto Geisel
sancionou a lei que criou Mato Grosso do Sul, desmembrando o estado do
Mato Grosso.
Esse desmembramento era antiga reivindicação motivada por condições
econômicas, geográficas e políticas especiais, que determinavam profundas
transformações para que a região alcançasse o desenvolvimento esperado,
desenvolvimento que estava emperrado pelas gritantes diferenças entre o Sul e
o Norte do antigo Estado.
De um lado, a região Sul, com condições excepcionais de crescimento imediato
que era dificultado pelas características nitidamente pré-amazônicas do Norte.
Até mesmo o povoamento da região Sul se deu de forma diferente:
primitivamente habitada por tribos indígenas como os Guaiacurus, Paiaguás e
Caiuá - dos quais os habitantes da região herdaram muitos dos costumes e
tradições ainda hoje cultivados - a região Norte começou a ser povoado pelos
que lá chegaram atraídos pelas minas de ouro de Cuiabá, originando as
primeiras vilas de garimpeiros que penetravam os rios e exigiam pontos de
apoio nascendo, assim, povoados como os de Camapuã e o Sítio do Rio
Pardo, que foram sendo instalados até o fim do ciclo-do-ouro.
Em 1775, com a fundação do Presídio Nova Coimbra (hoje Forte Coimbra) e,
mais tarde, do Presídio Militar de Miranda, que o povoamento da região foi
consolidado, a partir do surgimento de vilas e arraiais ao redor dessas
fortificações, como Nossa Senhora da Conceição do Albuquerque (que deu
origem a Corumbá) e Miranda.
No Mato Grosso do Sul os maiores responsáveis pelo povoamento do foram os
homens que chegaram e se instalaram para o pastoreio e deram origem a
pequenos núcleos habitacionais, como Aquidauana, Rio Brilhante, Nioaque,
Maracaju e Campo Grande.
Instalado oficialmente como Estado em 1º de janeiro de 1979, Mato Grosso do
Sul é considerado hoje como a mais próspera fronteira agropecuária do país.
O Estado conta com outra riqueza extraordinária: o imenso potencial turístico
apresentado por dois terços do Estado com a exuberante região pantaneira.

CARACTERÍSTICAS GERAIS

HIDROGRAFIA: A maior parte das bacias dos rios Paraná e Paraguai está em
seu território. A rede hidrográfica da bacia do Rio Paraná é composto do Rio
Paraná e seus afluentes, destacando-se os Rio Aporé, Sucuriu, Verde, Pardo,
Ivinhema, Amambai e Iguatemi. Possui um imenso potencial hidrelétrico.
A Rede hidrográfica da bacia do Rio Paraguai destaca-se pela atividade de
navegação, sendo o Paraguai um rio de planície que apresentará condições de
navegabilidade em 90% de seu curso, com potencial turístico e pesqueiro
altamente significativo. Fazem parte desta bacia também, os Rio Piquiri (ou
Itiquira). Taquari, Coxim, Aquidauana, Miranda, Negro e Apa.
RELEVO: Observa-se no Estado de Mato Grosso do Sul quatro fisionomias
distintas de relevo. A parte oriental compreende um relevo constituído por
planaltos patamares e chapadões inseridos na bacia do Paraná. A oeste
estende-se vasta superfície rebaixada, erguem-se relevos elevados da
Bodoquena e as Morrarias do Urucum-Amolar.


VEGETAÇÃO: A vegetação do Estado de Mato Grosso do Sul reflete o contato
e a interpretação de três províncias florísticas: amazônica, Chaquenha e a da
bacia do Paraná, resultando em paisagens muito diversificadas. Suas
formações naturais vão desde campos limpos completamente destituídos de
árvores, a cerrados e até florestas exuberantes onde predominam a peroba.

Ipê Roxo

Flor do Cerrado



Hino de Mato Grosso do Sul

(Decreto n.3 de 1° de Janeiro de 1979)
Letra: Jorge Antônio Siufi e Otávio Gonçalves Gomes
Música: Radamés Gnattali
Os celeiros de farturas,
Sob um céu de puro azul,
Reforjaram em Mato Grosso do Sul
Uma gente audaz.
*
Tuas matas e teus campos,
O esplendor do Pantanal,
E teus rios são tão ricos,
Que não há igual.
*
(Estribilho)
A pujança e a grandeza
De fertilidades mil,
São o orgulho e a certeza
Do futuro do Brasil.
*
Moldurados pelas serras,
Campos grandes: Vacaria,
Rememoram desbravadores,
Heróis, tanta galhardia !
*
Vespasiano, Camisão
E o tenente Antônio João,
Guaicurus, Ricardo Franco,
Glória e tradição !
*
(Estribilho)
A pujança e a grandeza
De fertilidades mil,
São o orgulho e a certeza
Do futuro do Brasil.

DADOS GERAIS

Habitante: Sul-mato-grossense.
Situação geográfica: Sul da região Centro-Oeste.
Área: 357.471 km².
Limites: Mato Grosso (N); Goiás, Minas Gerais (NE); São Paulo (L); Paraná
(SE); Paraguai (S e SO) e Bolívia (O).
Características: pantanal (extremo oeste); planícies (NO); planaltos, com
escarpas nas serras do Bodoquena (L).
Clima: tropical.
Cidades principais: Campo Grande, Dourados, Corumbá e Três Lagoas.
Rios principais: Paraguai, Paraná, Paranaíba, Miranda, Aquidauana, Taquari,
Negro, Apa e Correntes.
Hora local (em relação a Brasília): - 1h.
Colonização: espanhóis, franceses, migrantes paulistas e nordestinos.
Vida média (anos): 65 (1992).
Economia: agricultura, extração mineral, agroindústria e cimento.
Agricultura: algodão herbáceo, arroz, cana-de-açúcar, feijão, mandioca,
milho, soja e trigo.
Pecuária e criações: bovinos, suínos, eqüinos, ovinos e galináceos.
Minérios: ferro, manganês e calcário.
Indústria: alimentícia, de cimento e de mineração.
Capital do Estado: CAMPO GRANDE
Código DDD: 67
Habitante: Campo-grandense.
Situação geográfica: Área: 8.447 km².
Limites: Jaraguari, Rochedo (N); Jaraguari, Ribas de Rio Pardo (L);
Sidrolândia, Rio Brilhante (S); Terenos e Sidrolândia (O).
Altitude: 532 m.
Distância de Brasília: 1.134 km.
Economia: comércio, agroindústria e pecuária.
Jornais: 4 diários.
População Indígena: Quanto às populações indígenas que habitam o Estado,
estas totalizam pouco mais de 31 mil habitantes, distribuídos em sua maior
parte em vinte e seis áreas atualmente já demarcadas pela FUNAI (Fundação
Nacional do Índio). Mais doze áreas onde os índios habitam, povoadas por
pouco mais de dois mil e cem habitantes, aguardam demarcação oficial
Número de Microrregiões Geográficas: 11(onze)
Número de Municípios: 77 (setenta e sete)
Reservas e Parques:
- Reserva Biológica Nacional do Pantanal
- Área 600ha- localizado em Corumbá (em fase de regulamentação)
- Reserva Ecológica Estadual Parque dos Poderes - 140ha - localizada em
Campo Grande.

Fauna

FAUNA: O Estado possui uma das mais ricas faunas do planeta. São cerca de
300 espécies de peixes, 80 de mamíferos, 50 de répteis, além de 650 de aves
e milhares de insetos.
Na planície pantaneira concentra-se a maior parte da fauna, pois menos
densamente povoada e com uma notável abundância alimentar, as condições
de multiplicação das espécies são muito favoráveis.

Arara



Onça Pintada


AGRICULTURA: A bovinocultura de corte constitui-se no outro segmento que
firma a base econômica do Estado. No Pantanal, ela assume grande
importância à criação, sendo significativa as fases de recria e acabamento nas
demais regiões do estado. Essa atividade tem experimentado notável evolução,
a partir do avanço tecnológico, sobretudo com melhoramento genético, bem
como a introdução de pastagem artificiais em rotação com os cereais.
De economia agropecuária, o Estado tem 22 milhões de cabeças de gado, o
que o coloca em primeira posição no Brasil na criação e abate de bovinos.
INDÚSTRIA: No tocante à industrialização, os recursos minerais de ferro,
manganês, calcário, mármore e os florestais constituem-se em grande fonte
de matéria-prima a ser explorada de maneira mais intensiva, respeitando-se o
equilíbrio ecológico existente.
Aliado a isso, o estado vem despertando sobre o papel da agroindústria em
Mato Grosso do Sul como grande produtor de grãos do País, o índice de
transformação interna dos produtos é incompatível com o volume da produção.
A instalação de pequenas e médias empresas comerciais objetiva acompanhar
o ritmo de crescimento agropecuário.
O potencial turístico em Mato Grosso do Sul é bastante significativo, sobretudo
por contar com grande parte do Pantanal, o maior santuário ecológico do
mundo com sua exótica paisagem e variada fauna e flora que tornam a cidade
de Corumbá um dos principais pólos de atração turística do Estado.